Mulheres que fazem da luta contra a corrupção uma luta por direitos

Confira histórias de ativistas que atuam em defesa da democracia e da transparência no Brasil, em busca de um país mais justo.

Compartilhe

Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email
Share on whatsapp
WhatsApp

A luta contra a corrupção não acontece sem a presença de mulheres. Sejam ativistas, políticas, denunciantes ou educadoras, elas têm papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa. 

E são elas as que sofrem desproporcionalmente mais com a corrupção, que aprofunda a desigualdade de gênero, impede o empoderamento feminino e viola direitos. Não faltam exemplos de como isso acontece: extorsão sexualataques misóginos contra jornalistas e tentativas de enfraquecer a participação de mulheres na política são apenas alguns.

Do interior do Piauí ao litoral da Bahia, trazemos nesta série as histórias de seis mulheres que representam o que é a luta contra a corrupção: uma luta por direitos. Elas estão na linha de frente dessa batalha, trabalhando todos os dias em defesa da transparência, da integridade e da participação da sociedade nas decisões de interesse público. 

Rebeca Sousa

Foi na capital de Sergipe, Aracaju, que nasceu Rebeca Sousa. Ela é a prova contundente de que não deve haver obstáculos para que mulheres e meninas, de todas as idades, participem do espaço cívico, debatendo e ajudando a construir políticas públicas que fortaleçam a democracia e os direitos de todas as pessoas. 

Em 2020, junto com uma colega de escola, Rebeca criou um braço sergipano do movimento global Girl Up, o Girl Up Malfatti, clube que defende direitos de meninas e acredita no poder da liderança jovem. A jovem ativista faz parte da liderança do movimento Livre Para Menstruar, que combate a pobreza menstrual e já promoveu projetos de leis em diversos estados e municípios do país. 

Atualmente com 18 anos, a sergipana trabalhou diretamente para a recente aprovação da lei federal 14.214/2021, que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual e determina que estudantes dos ensinos fundamental e médio, mulheres em situação de vulnerabilidade e presidiárias recebam, de forma gratuita, absorventes para sua higiene pessoal.   

A estudante de Ciências Sociais também acredita no poder da transparência tanto para combater a corrupção quanto para criar conexão entre os cidadãos e seus representantes eleitos. “A luta contra a corrupção é necessária porque precisamos confiar nas pessoas que prometeram que iriam fazer projetos e propostas para garantir nossos direitos. Essa luta e busca por transparência é um pilar da sociedade!”

Para Rebeca, mulheres lutando contra a corrupção e por direitos faz com que seja colocado em prática o poder de resistir. “Estamos em uma era que não esperamos sentadas por essas mudanças, estamos sendo a mudança”. 

O desejo da ativista é que meninas e mulheres continuem acreditando no potencial que possuem, seja criando projetos de lei, monitorando contas públicas, dando uma aula de democracia ou criando conexões ao conversar com alguém na rua. 

Me inspira ver mulheres que lutam por si e por todas, que respeitam suas histórias, costumes e vivências. Me conecto com elas, porque eu sendo uma menina negra, sergipana, de família humilde e que fala abertamente em querer ser presidenta do Brasil, me fortaleço ao buscar essa realidade”, conclui. 

Outras histórias da série “Mulheres que fazem da luta contra a corrupção uma luta por direitos”:

Alyne Bautista

Francesca Amaral (conteúdo ainda não postado)

Márcia Bresolin

Maria Gorete (conteúdo ainda não postado)

Socorro Mendonça

Acompanhe nossas redes sociais