Informações sobre a campanha de

assédio contra a Transparência Internacional

Conteúdo em atualização. Última modificação: 11 de fevereiro de 2025

Em 2023, a Transparência Internacional – Brasil foi envolvida na correição extraordinária promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O diretor-executivo da organização, Bruno Brandão, foi intimado a comparecer na sede do órgão, onde foi interrogado por quatro horas por policiais federais e, ao final, teve negado o direito de levar uma cópia de seu depoimento. Após a conclusão da correição extraordinária, em abril de 2024, uma representação mencionando a organização foi formulada no Tribunal de Contas da União (TCU).

Em dezembro de 2024, no entanto, o plenário do TCU se pronunciou pelo arquivamento da representação e citou, entre outras razões, que a documentação encaminhada pelo CNJ não apontou “outro destino aos recursos arrecadados com a celebração de acordos de colaboração e de leniência que não fosse a Petrobras” e “não ter sido possível, até o momento, identificar indício de ato que tenha causado prejuízo ao Erário”

Esta não foi a única instância de assédio judicial contra a organização. Em 05 de fevereiro de 2024, cerca de uma semana após a publicação do relatório Retrospectiva Brasil 2023, o ministro Dias Toffoli (STF) determinou abertura de investigação contra a Transparência Internacional. A decisão se baseou em alegações infundadas de que a organização teria se apropriado de valores pagos pelo grupo J&F em seu acordo de leniência — já amplamente rechaçadas pelo capítulo brasileiro da Transparência Internacional, pelo Secretariado global da organização na Alemanha e por autoridades brasileiras.

Em 16 de outubro de 2024, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, promoveu o arquivamento da investigação e apontou carência de sustentação comprobatória, com ausência de fatos concretos e elementos mínimos que indicassem ocorrência de prática criminosa, além de apontar a incompetência do ministro Dias Toffoli como relator do caso. Até o final de 2024, o ministro não havia se pronunciado sobre a manifestação da PGR, embora tenha se pronunciado favoravelmente à petição submetida pelo grupo J&F em 12 de dezembro, oito meses após o prazo estabelecido pelo ministro e que reiterava o assédio judicial contra a Transparência Internacional. 

Ainda em fevereiro de 2024, o vice-presidente jurídico da J&F e colaborador da Justiça, Francisco de Assis e Silva, apresentou queixa-crime à Polícia Civil de São Paulo contra o diretor-executivo da Transparência Internacional – Brasil, por suposto crime de calúnia por declarações feitas em uma entrevista. O diretor-executivo não se retratou de suas afirmações, mas, meses depois, o executivo da J&F retirou sua queixa-crime. 

Outras manifestações pertinentes:

Nota pública

Toffoli determina arquivamento de investigação contra a Transparência internacional

Investigação baseada em notícia falsa havia sido instaurada pelo ministro Dias Toffoli há mais de dois anos. Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado pelo arquivamento em 2024.
Decisão do ministro Dias Toffoli provocou uma onda de impunidade e beneficiou mais de 115 alvos da Operação Lava Jato dentro e fora do Brasil. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Novos episódios de assédio contra a Transparência Internacional – Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, segue ignorando o pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República com relação a investigações feitas contra a Transparência Internacional - Brasil
Prancheta 1 14

Transparência Internacional denuncia ataques ao seu capítulo brasileiro à OGP 

Carta assinada pelo presidente global da TI e pelo presidente do Conselho da TI Brasil aponta que reação do governo brasileiro contradiz os princípios da Open Government Partnership
Nota pública

Transparência Internacional condena os ataques do governo brasileiro ao seu capítulo nacional 

O secretariado da organização em Berlim manifesta preocupação com a escalada de assédios vinda do governo brasileiro
Esta é a terceira edição do relatório da CIDH sobre a situação de pessoas defensoras de direitos humanos nas Américas. Foto: Divulgação/Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Comissão da OEA aponta criminalização indevida da Transparência Internacional 

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos cita que investigação criminal contra a Transparência Internacional – Brasil permanece aberta apesar da PGR ter pedido seu arquivamento por falta de provas
Nota pública

Transparência Internacional enfrenta novos ataques no Brasil

A Transparência Internacional e sua liderança global expressam preocupação com as declarações feitas durante sessão do Supremo Tribunal Federal brasileiro
Grupo de Trabalho

Assédio

Você está em: Página principal Quem somos Informações sobre a campanha de assédio contra a Transparência Internacional Conteúdo em atualização. Última modificação: 11 de fevereiro de 2025 Em 2023, a Transparência Internacional – Brasil foi envolvida na correição extraordinária promovida pelo Conselho Nacional de Justiça. O diretor-executivo da organização, Bruno Brandão, foi intimado a comparecer […]

LÍDER

Aviso de cookies

Este site utiliza cookies. Ao continuar, você compartilhará informações sobre sua navegação. Aviso de privacidade.