A 10ª edição do Festival piauí de Jornalismo, que acontece neste fim de semana, nos dias 5 e 6 de setembro, em São Paulo e com transmissão online, contará com o apoio da Transparência Internacional – Brasil para ampliar o acesso às palestras a jornalistas baseados na Amazônia e em países de língua portuguesa.
Com o tema “No olho do furacão: diretores de redação em tempos de tormenta”, o festival reunirá diretores e ex-diretores de alguns dos mais relevantes veículos jornalísticos do mundo para discutir os desafios de liderar redações em contextos de crise política, ataques à imprensa, guerras, polarização e ameaças à democracia.
Entre os participantes estão Alan Rusbridger (ex-The Guardian), Dean Baquet (ex-The New York Times), Jeffrey Goldberg (The Atlantic), Carlos Dada (El Faro), Olga Rudenko (Kyiv Independent), Luz Mely Reyes (Efecto Cocuyo), Musikilu Mojeed (Premium Times) e Manisha Pande (Newslaundry).
Pela primeira vez, o festival terá transmissão online, ampliando o acesso de jornalistas, comunicadores e ativistas que vivem em diferentes regiões e países e que frequentemente enfrentam desafios semelhantes aos debatidos no palco, como assédio judicial, perseguição política, restrições à liberdade de imprensa e violência contra comunicadores.
Com apoio da Transparência Internacional – Brasil, participarão remotamente jornalistas e ativistas de países lusófonos, incluindo Angola, Moçambique e Portugal, além de profissionais da Amazônia Legal, oriundos dos Estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.
Além de apoiar a participação remota desses profissionais, a Transparência Internacional – Brasil promoverá, em Manaus, um encontro presencial para acompanhar a programação do festival e debater os principais temas apresentados ao longo do evento, fortalecendo conexões entre jornalistas e defensores da democracia e do interesse público na região amazônica.
Esse apoio se segue a um anterior, em 2023, quando a Transparência Internacional – Brasil, com apoio da Azul, levou seis jornalistas da Amazônia à edição daquele ano do Festival piauí de Jornalismo, em São Paulo.
A iniciativa está alinhada a diferentes frentes de atuação da Transparência Internacional – Brasil, entre elas o fortalecimento do jornalismo investigativo, o apoio a jornalistas, ativistas e defensores do meio ambiente e a proteção de pessoas que enfrentam processos judiciais abusivos destinados a silenciar críticas e restringir a participação pública.
Esses processos são conhecidos internacionalmente como SLAPPs (Strategic Lawsuits Against Public Participation, ou Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública). Em vez de buscar reparar danos legítimos, essas ações costumam ser utilizadas para intimidar, desgastar financeiramente e constranger jornalistas, pesquisadores, ativistas e organizações da sociedade civil que atuam em temas de interesse público.
“Ao apoiar a participação de jornalistas da Amazônia e de países lusófonos no Festival piauí de Jornalismo, nós buscamos contribuir para o fortalecimento do jornalismo, da liberdade de expressão e das redes de colaboração que ajudam a proteger a democracia e a integridade pública”, diz Johanna Nublat, coordenadora editorial da Transparência Internacional – Brasil.