O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, publicado pela Transparência Internacional, avalia os níveis percebidos de corrupção no setor público de 182 países e territórios, utilizando dados de especialistas e empresários. O índice, principal referência global sobre o tema, classifica os países em uma escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).
A edição de 2025 revela que pela primeira vez a média global das notas dos países caiu – era 50 até ano passado, e hoje é 42. A vasta maioria dos países não conseguiram controlar o avanço da corrupção: de um total de 180 avaliações,122 alcançaram menos de 50 pontos no índice. Paralelamente, o número de países que lograram uma pontuação acima de 80 diminuiu, caindo de 12 para cinco em apenas uma década. Em particular,verificou-se uma tendência preocupante de países democráticos com aumentos na percepção da corrupção – desde Estados Unidos (64), Canadá (75) e Nova Zelândia (81) até diversos países europeus, como Reino Unido (70), França (66) e Suécia (80). O relatório também explora a relação entre corrupção e crises globais, como o enfraquecimento da democracia e os impactos na ação climática.
Metodologia do IPC
O IPC é baseado em 13 fontes de dados independentes, que avaliam a percepção da corrupção no setor público por meio de especialistas e empresários. Para ser incluído no índice, um país deve ter no mínimo três fontes de dados disponíveis. As pontuações são calculadas e ajustadas para garantir comparabilidade ao longo do tempo.