O Observatório do Marajó é uma organização da sociedade civil, composta por homens e mulheres, ribeirinhos, quilombolas e extrativistas, que atua para fortalecer as lideranças de comunidades tradicionais, ribeirinhas e quilombolas da Ilha do Marajó, no Pará, e suas respectivas agendas de bem viver, justiça climática, direitos socioambientais e economia da sociobiodiversidade. Em 2026, o Observatório avaliou as 17 prefeituras do Arquipélago do Marajó, com apoio técnico e metodologia da Transparência Internacional – Brasil.
Resumo da avaliação dos municípios do Arquipélago do Marajó
A avaliação deste ano traz o resultado mais homogêneo entre as regiões avaliadas — e uma novidade importante: nenhuma das 17 prefeituras do Marajó ficou nos níveis “ruim” ou “péssimo”. A média regional subiu para 51,5 pontos, no nível “regular”, e dois municípios, Afuá (62,1) e Breves (60,4), alcançaram o nível “bom”. Os outros 15 ficaram em “regular”, numa faixa estreita entre 43,2 e 58,4 pontos. É um avanço consistente em relação ao ano anterior, quando parte dos municípios ainda aparecia em “ruim”, embora nenhuma prefeitura tenha chegado ao nível “ótimo”. A dimensão Legal (36,5) é a mais frágil e mostra que os avanços vêm mais da prática de publicação do que da institucionalização em normas municipais.
Recortes temáticos
Além da avaliação geral, o ITGP 2026 trouxe dois recortes temáticos que revelam gargalos em áreas críticas para a população marajoara. Em Saúde, a média foi de 31,5 pontos, com 15 das 17 prefeituras no nível “ruim” e a dimensão Transparência e Abertura de Dados em apenas 9,6. Em Adaptação Climática, a média ficou em 23,3 pontos — o dado mais crítico do conjunto, considerando que o arquipélago está entre os territórios mais expostos do país à elevação do nível do mar e a eventos climáticos extremos.