A Rede Curitiba Climática (RECC) é um movimento que busca promover justiça climática por meio de educação socioambiental, advocacy e ações diretas, atuando por meio do engajamento, mobilização e voluntariado e monitora as ações do poder público municipal em relação à redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), adaptação à mudança do clima e diminuição das desigualdades sociais, geradoras de injustiça climática. A RECC realiza o Ranking de Transparência e Governança Pública dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Em 2026, o trabalho avaliou 14 prefeituras, com apoio técnico e metodologia da Transparência Internacional – Brasil.
Resumo da avaliação da região de Curitiba
A avaliação deste ano mostra avanço na região, com média de 55,3 pontos, no nível “regular”. Duas prefeituras alcançaram o nível “ótimo” — Contenda (81,8) e Curitiba (81,0) — e chama atenção o fato de um município de pequeno porte liderar o ranking, à frente da capital. Mandirituba (70,2) e Campo Largo (67,6) ficaram no nível “bom”, enquanto nove municípios permanecem em “regular” e Balsa Nova (32,6) segue em “ruim”. A leitura é de uma região que melhorou seus portais — Plataformas alcança 75,0 pontos —, mas que ainda não institucionalizou a transparência: as dimensões Legal (46,1) e Obras Públicas (42,2) seguem entre as mais baixas.
Recortes temáticos
Além da avaliação geral, o ITGP 2026 trouxe um recorte de Adaptação Climática, agenda central para a região. A média ficou em 40,1 pontos, com Curitiba isolada no nível “ótimo” (86,0) e distância expressiva em relação às demais — Colombo, por exemplo, ficou em 17,6. O gargalo está em Comunicação e Participação (27,6): as prefeituras produzem alguma informação climática, mas ainda não abrem espaço para que a população participe das decisões de adaptação.